segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020

 
O Sistema FIRJAN realizou a pesquisa intitulada "Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020".
A proposta é identificar perspectivas do mercado de trabalho, no que tange à contratação e requisitos de formação educacional para carreiras em empresas industriais brasileiras, tendo como horizonte o ano de 2020.

A pesquisa fornece a estudantes, trabalhadores, empresas, instituições de ensino e governos um referencial estratégico para investimentos em educação e formação profissional.

Elaborada junto a 402 empresas brasileiras que empregam 2,2 milhões de empregados de 26 grupos da CNAE-2.0 (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)/IBGE, a pesquisa representa as indústrias extrativa, de transformação e da construção civil.

Em cada empresa, foram entrevistados profissionais da área de recursos humanos e/ou da área operacional. Na pesquisa, foram utilizados trinta questionários customizados setorialmente, tendo como base o Código Brasileiro de Ocupações (CBO) e sugestões de especialistas setoriais.

A pesquisa está hospedada no site
www.portalempresarial.com.br .
 
Fonte: Site Firjan  

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Concurso para maquiadores e tatuadores


Concurso para maquiadores e tatuadores
 
 
O Ministério da Saúde, por meio do seu Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde (DDAHV/SVS/MS) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no âmbito do Projeto AIDS-SUS e do Projeto para "Melhoria da Gestão, Vigilância e Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais entre usuários de drogas, profissionais do sexo, população penitenciária e pessoas vivendo com HIV/aids" - BRA/K57, estabelecem e divulgam as normas para o edital de seleção do Concurso de prevenção às hepatites virais B e C para manicures e tatuadores.
As hepatites virais B e C são doenças graves que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo. E nem sempre apresentam sintomas. As pessoas podem ser portadoras dos vírus B ou C e não saberem. O Concurso objetiva incentivar a produção de obras criativas visando o prevenção da hepatites B e C.
 Informações em: http://www.aids.gov.br/edital/2012/concurso_cultural_arte_e_hepatites

Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vagas de Emprego - Campos dos Goytacazes

                          A PACIFIC RECURSOS HUMANOS CONTRATA:




►10 VENDEDORES PARA O COMÉRCIO E SHOPPING EM GERAL, AMBOS SEXOS; (Experiência mínima 6 meses);
►14 CAIXAS PARA SUPERMERCADO; (Experiência mínima 6 meses);
►25 EMBALADORES; (Experiência mínima 6 meses);
►25 AUXILIARES DE DEPÓSITO; (Experiência mínima 6 meses)
►25 REPOSITORES; (Experiência mínima 6 meses);
►01 ESTOQUISTA;(Experiência mínima 6 meses);
►02 AUXILIARES DE LOGÍSTICA; (Experiência mínima 6 meses);
►01 AUXILIAR ADMINISTRATIVO;(Experiência mínima 6 meses);
►02 TÉCNICOS DE INFORMÁTICA, COM CNH-B E COM DISPONIBILIDADE DE VIAJAR; (Experiência mínima 6 meses)
►03 VENDEDORAS PARA TRABALHAR COM JÓIAS; (Experiência mínima 6 meses);
►01 AUXILIAR DE OPERAÇÕES,COM HAB A;(Experiência mínima 6 meses);
►01 PROMOTORA DE VENDAS; (Experiência mínima 6 meses)
►03 VENDEDORES PARA ALUGUEL DE FESTAS;(Experiência mínima 6 meses);
►02 SERVIÇOS GERAIS; (Experiência mínima 6 meses)
►02 RECEPCIONISTAS PARA FESTAS NOITE;(Experiência mínima 6 meses);
►01 DESIGNER GRÁFICO; (Experiência mínima 6 meses)
►01 MOTORISTA HAB-D;(Experiência mínima 6 meses);
►02 COLADORES DE OUTDOOR;(Experiência mínima 6 meses)


 Interessados procurar o Grupo Pacific - Recursos Humanos
End.: Rua Colatino Gusmão, Nº25 - Pq. Tamandaré.
Referência: Entrar à esquerda depois da Xérox do Victor da Pelinca e depois segunda à direita.
Tel. Para Contato: 2733-9054
Entrega de currículo para o e-mails:aline.pacificrh@hotmail.com
                                                             comercial_pacificrh@hotmail.com OBS: Horário de Atendimento: Das 9:00 hs ao 12:00 hs e das 14:00hs às 17:30hs.

sábado, 30 de junho de 2012

Evasão em cursos técnicos de Ensino Médio preocupa educadores


Conflito de horários, desconhecimento sobre a área escolhida e insatisfação com a estrutura estão entre os principais responsáveis pela desistência.



Cursar o ensino médio e já sair com uma formação profissional, ou concluir o ensino regular e entrar mais cedo no mercado de trabalho por meio de um curso técnico subsequente são possibilidades que empolgam menos jovens do que se poderia imaginar. No Brasil, a evasão geral no ensino médio é de 10,3% – índice que cai para 6,7% no Paraná, de acordo com dados do Censo Escolar de 2010. O Ministério da Educação e a Secretaria Estadual de Educação (Seed) não divulgam dados específicos sobre o abandono nos cursos técnicos, mas, segundo escolas e profissionais consultados, as taxas são preocupantes. Uma amostra disso é que, em seu plano de metas, a Seed trata o combate ao abandono no ensino técnico como prioridade.

Na Universidade Tec­no­­lógica Federal do Paraná (UTFPR) a evasão nos cursos técnicos integrados ao ensino médio passou de 13,66% em 2010 para 16,18% no ano passado. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) a evasão foi baixa em 2011: 2,09% dos estudantes abandonaram os cursos integrados e subsequentes, o que representa 640 dos quase 30 mil alunos. Mas esse quadro positivo é recente e resulta de um trabalho específico para combater a desistência. Em 2009, o número foi 79% maior – 1.146 estudantes largaram seus cursos. Em 2010, houve 1.768 desistências.



Artigo

Desafios da formação técnica no Paraná
Ronaldo Casagrande, diretor do Centro Tecnológico da Universidade Positivo (CTUP)

O apagão de mão de obra é um tema recorrente quando o assunto é o crescimento do Brasil para os próximos anos. Atualmente faltam profissionais qualificados em todas as áreas e em todos os níveis. Porém, a maior escassez, especialmente no Paraná, não é por advogados, administradores e outros bacharéis e sim por pessoas com habilidades técnicas específicas. O mercado de trabalho tem um déficit muito grande desses profissionais em diversas áreas, especialmente àquelas ligadas a infraestrutura e produção, tais como petróleo e gás, construção civil, controle e processos industriais, entre outras.

O mercado está remunerando muito bem profissionais de nível técnico ligado a essas áreas. Mas por que então há falta de pessoas com esse perfil? Pode-se discorrer aqui sobre várias causas que levaram a essa escassez, mas gostaria de destacar especialmente duas. Primeiramente não podemos ignorar que no Brasil houve historicamente um forte preconceito com a formação profissional.

Desde suas origens, a formação profissional foi destinada a classes sociais menos favorecidas e teve como objetivo principal a resolução de problemas sociais. O próprio trabalho, especialmente o manual e operacional, sempre sofreu preconceito em nosso país. Vale lembrar que a palavra trabalho tem sua origem na palavra latina Tripalium, instrumento de tortura utilizado com escravos. O preconceito em relação ao trabalho operacional pode ser evidenciado, ainda nos dias de hoje, quando vemos filhos de pessoas de classe média alta que trabalham por longos períodos nos EUA como babás e garçons, mas que se recusam a realizar esse tipo de serviço no Brasil.

Outro problema que temos no avanço da formação técnica é em relação ao financiamento para estudo. Podemos, de forma simplista, identificar dois grandes financiadores, sendo um o poder público e outro, o privado, constituído especialmente pelo segmento empresarial (representado pelo Sistema S) e também pelas próprias pessoas que buscam uma formação. Especificamente nas últimas duas décadas, o poder público identificou a necessidade de promover a formação de profissionais de nível técnico de qualidade e desde então vem desenvolvendo programas para acelerar esse tipo de formação.

O grande problema é que tanto o poder público quanto o Sistema S não têm recursos suficientes para formar toda a demanda necessária. Por outro lado, o público interessado em buscar uma formação profissional normalmente não consegue arcar, também, com os custos de uma boa formação profissional.

Hoje, a formação técnica é uma ótima opção, tanto para a pessoa, que é bem remunerada, quanto para o país, que necessita desse perfil de profissional para se desenvolver. Porém, para resolver o problema da formação profissional deve haver, pelo menos, a superação das barreiras aqui relacionadas: o problema cultural de preconceito com a formação profissional e o financiamento ao estudante. Interatividade

Razões
Entre as principais razões para a desistência estão o desconhecimento e a insatisfação com a estrutura dos cursos e a opção por dar continuidade aos estudos no ensino superior. No entanto, a mais preocupante é a vulnerabilidade social, já que muitos estudantes conciliam os estudos com o trabalho.

Há casos de alunos que abandonam o curso por não conseguirem acompanhar as aulas ou por não terem gostado da escolha. Existem estudantes, por exemplo, que optam por uma formação em informática pensando em áreas de interesse, como a internet, mas esquecem que há muita matemática como base para os estudos. “Por ter um processo seletivo relativamente concorrido, os alunos que ingressam possuem uma base consistente na formação geral, encontrando dificuldade nas áreas técnicas”, afirma Sonia Ana Leszczynski, chefe do Departamento de Educação da UTFPR.

Análise
O professor Irineu Mario Colombo, reitor do IFPR, considera os índices de evasão na instituição preocupantes, já que o governo federal faz um investimento grande nesses cursos. Para reverter o quadro, o IFPR deve investir R$ 5 milhões neste ano apenas em programas de assistência estudantil, para apoiar a permanência dos alunos.

Colombo ainda faz uma ressalva em relação aos índices elevados de evasão: a economia aquecida. “Para cursos técnicos, a demanda aquecida não estimula a permanência”, afirma. Ele dá como exemplo o mercado da construção civil em alta. Um aluno que cursa o técnico em edificações pela manhã e é muito solicitado pelo mercado acaba abandonando o curso para atender a essa demanda.

No TECPUC, centro de ensino técnico ligado à PUCPR, um trabalho de avaliação da evasão ajudou os profissionais a entenderem melhor as razões dos estudantes. “Um grande porcentual da evasão ocorre pelo fato de os alunos serem os próprios pagantes do curso e não conseguirem conciliar as atividades do dia a dia e os estudos”, explica Roger Steppan, diretor do TECPUC.

Trampolim
Aulas foram meio de ingressar rapidamente no mercado de trabalho

Em 2010, Natalie Patrício, de 24 anos, decidiu estudar Produção de Áudio e Vídeo no IFPR, um dos novos cursos ofertados na instituição após sua criação, em 2008. Em meio a atrasos na formação por falta de professores, que ainda estavam sendo contratados, e deficiências com equipamentos, a jovem quase desistiu do curso por falta de dinheiro.

Morando sozinha em Curitiba, Natalie aproveitava o vale-transporte que recebia no trabalho para ir até o instituto. Quando parou de trabalhar, o orçamento ficou apertado. Com problemas de saúde, ela perdeu muitas aulas e quase largou os estudos. “Aí apareceu a bolsa de inclusão social e pude continuar”, conta. Em troca do dinheiro, R$ 200 mensais, Natalie fez monitoria acadêmica, o que ainda a auxiliou nos estudos.

Hoje a jovem trabalha na área e sonha em continuar os estudos em um curso superior de Medicina. “Escolhi o curso técnico porque dura menos tempo e você sai um profissional formado.” Natalie faz aulas no pré-vestibular gratuito Em Ação nos fins de semana e se prepara para prestar vestibular no fim do ano. “A gente tem de comer, se vestir, então, precisa trabalhar”, resume.

Informação
“Não sabia muito bem o que era o curso e caí de paraquedas”

O curso técnico em Mecânica, ofertado de forma integrada ao ensino médio, pareceu uma boa oportunidade para o jovem Igor Fabiano de Castro do Nascimento, 17 anos. Mesmo assim, ele desistiu da formação profissional e voltou ao ensino médio regular. “Aconteceu o que acontece com um monte de pessoas: não sabia muito bem o que era o curso e caí de paraquedas. Saí porque não era o que eu queria”, conta.

De volta ao segundo ano do ensino médio, o jovem estuda hoje no Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, na Cidade Industrial de Curitiba, onde também cursou metade do ensino técnico. “Não tinha estrutura e ficou mais viável largar o técnico e ficar no regular”, conta, lembrando que entre as razões para a troca estavam a falta de laboratórios e de professores.

Segundo Marilda Diório Menegazzo, diretora do Departamento de Educação e Trabalho da Secretaria de Estado da Educação (Seed), para diminuir a taxa de evasão, as escolas estão sendo orientadas a explicar melhor para o aluno o que ele vai encontrar e estudar no ensino técnico. Além disso, novos laboratórios estão sendo preparados. Atualmente, a rede estadual tem 89.858 alunos no ensino médio profissionalizante, que está presente em quase todas as cidades do Paraná.



Fonte : Site Todos pela Educação

terça-feira, 12 de junho de 2012


Atitude

Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!
Não adianta só orar,
Se você não se decidir pelo primeiro passo,
se você não sair desse quarto,
nem os anjos poderão te ajudar,
se você não se ajudar!

Quer emagrecer?
Caminhe todos os dias,
pare de dizer que não tem dinheiro para a academia.
A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.

Quer um novo emprego?
Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença
e as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor?
Saia para lugares diferentes assista a um bom filme,
leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos,
e o amor vai te encontrar no metrô, no ônibus, na calçada,
e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar...

Quer esquecer alguém que te magoou?
Enterre as lembranças e o infeliz!
Valorize-se criatura!
Se você se valoriza, sabe quanto vale,
sabendo quanto vale não se troca por qualquer coisa.
Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.
E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso...

Quer deixar de dever?
Pare de comprar.
Não faça dívida para pagar dívidas!
Nunca! Jamais!
Faça poupança e pede para o povo esperar.
"Devo, não nego, pago quando puder."
Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar.
Em breve, não terá mais nada para pagar...

Quer esquecer uma mágoa?
Limpe o seu coração, esvazie-se...
Quem tem equilíbrio não guarda mágoas.
Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.

Quer viver bem?
Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada.
É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes.
Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:
- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
- Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
- 4 carros?
- 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?
- 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?
A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.

Seja feliz!
Autor desconhecido

 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Nova classe média será mão de obra mais qualificada para indústria


A chamada nova classe média (com renda familiar entre R$ 1,2 mil e R$ 5,3 mil) fornecerá força de trabalho mais qualificada para o desenvolvimento industrial nos próximos anos. A expectativa é alimentada por uma análise sobre a demanda por educação profissional divulgada hoje (8), em Brasília, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a avaliação, baseada nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - pesquisas mensais de emprego (PME), de 2002 a 2010, e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2007) -, são os jovens da classe média que alimentam a expansão de quase 77% no número de pessoas que declararam “frequentar” ou “ter frequentado” cursos de educação profissional (qualificação de 200 até 400 horas, ensino médio técnico ou curso superior de tecnólogo) entre 2004 e 2010.

Em seis anos, o percentual de quem declarou formação em educação profissional passou de 14,03% para 24,81%, segundo aponta a análise. O maior contingente é de jovens, especialmente os adolescentes de 15 anos, que representam 10% do total de pessoas que frequentam ou frequentaram educação profissional.

Entre as pessoas de 15 a 29 anos que declararam frequentar a educação profissional, o maior percentual é na classe C (8%), que também aponta a maior demanda por cursos profissionalizantes na área industrial.

Para o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV, a procura dos jovens da classe C pela educação profissional indica que a ascensão do estrato na última década terá sustentabilidade. “Não é sonho de uma noite verão”, afirma.

Para ele, não é possível dizer que a mobilidade é movida meramente por aumento do acesso ao crédito e maior consumo desse segmento da população. “Há claro paralelo entre a ascensão da nova classe média (ou classe C) e a profusão de carteiras de trabalho e cursos profissionalizantes”, defende.

Na opinião de Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia do Senai, o ingresso desses jovens deverá dar “lastro” ao crescimento do setor industrial nos próximos anos. A expectativa do executivo é que os onze principais setores industriais brasileiros totalizem US$ 648 bilhões de investimento entre 2011 e 2015.

O Senai promete até 2014 ampliar sua rede de escolas técnicas e cursos profissionalizantes de 2,4 milhões de matrículas para 4 milhões. Para isso, contará com empréstimo de R$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apesar da boa perspectiva, a análise dos dados aponta que mais de três quartos da população nunca frequentou educação profissionalizante, quase 70% por falta de interesse. Além disso, a pesquisa verifica que 8% dos que iniciaram algum curso profissionalizante não concluíram.

A maioria porque deixou de ter interesse pelo curso no qual estavam inscritos. Entre os que concluem, mais de 37% não conseguem trabalhar na área. Os cursos profissionalizantes no Brasil são oferecidos pela rede pública, pela rede privada, pelo Senai e por organizações não governamentais.

Na avaliação de Marcelo Neri, a baixa procura por cursos profissionalizantes tem a ver com a falta de informação e a má qualidade das escolas brasileiras. “A baixa qualidade da educação básica no Brasil influencia a demanda pela educação profissional”, diz o economista que assinala que a educação profissional resulta em um ganho médio de 15%.

Rafael Lucchesi lembra que cerca de 9 milhões de alunos estão matriculados no ensino médio no Brasil, mas apenas 1 milhão faz o ensino médico técnico (complementar) e apenas 6 milhões ingressam no nível superior. “Poucos países tem uma distribuição tão ruim para a matriz do trabalho”, ressalta.
Fonte: Todos pela Educação

domingo, 4 de março de 2012

Senai terá crédito de R$ 1,5 bi do BNDES


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de um financiamento de R$ 1,5 bilhão ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O recurso será investido pela instituição em programas de treinamento e qualificação profissional para ampliar a oferta de mão de obra qualificada no País, um dos principais gargalos da economia.

O financiamento corresponde a 74% dos investimentos do Programa Senai para a Competitividade Industrial, que pretende ampliar de 2,1 milhões para 4 milhões o número dematrículas na Educação profissional até 2015.

Na área de serviços técnicos e tecnológicos, a intenção é mais do que dobrar os contratos de prestação de serviços, chegando a 283 mil em 2015.

A instituição de Educação profissional é ligada ao Sistema S, que recebe recursos oriundos da contribuição compulsória de 2,5% sobre a folha de pagamento das indústrias.

O chefe do Departamento de Operações Sociais do BNDES, Henrique Rogério da Silva, explica que a operação é um empréstimo aprovado no âmbito do Programa BNDES Qualificação, criado para contribuir com a diretriz do Plano Brasil Maior para a redução da escassez de mão de obra.

O crédito aprovado para o Senai é o primeiro do programa, que tem um orçamento de R$ 3 bilhões disponíveis para desembolsos até abril de 2013, com possibilidade de ampliação. Nesse programa, o BNDES oferece empréstimos com prazo de até 15 anos, incluindo carência, e taxas compostas por TJLP (6% ao ano) e custos financeiros nos segmentos investimento e inovação.

Novos centros. Os recursos do BNDES serão aplicados, principalmente, nas obras de infraestrutura e modernização da rede nacional de Escolas técnicas e centros de referência do Senai, além de criar uma nova categoria de centros tecnológicos voltados para o fomento de pesquisa e desenvolvimento. A instalação será guiada pela proximidade e parceria com indústrias.

Silva explica que, sob orientação do governo, o BNDES quer usar o crédito para estimular a abertura de vagas em instituições técnicas privadas ou de caráter patronal para suprir a demanda crescente de qualificação de mão de obra técnica que as instituições públicas não comportam. A ideia é ampliar o número de vagas que poderão beneficiar trabalhadores com as bolsas e os financiamentos previstos no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2011.

"Os institutos federais mais do que dobraram nos últimos anos, mas ainda não dão conta de uma demanda não atendida que existe atualmente. O Senai tem um papel importante nisso porque qualifica profissionais dos níveis mais básicos aos ligados à tecnologia que as empresas precisam desenvolver", justificou Silva.

Rodrigo Ximenes Secca, engenheiro da área social do BNDES, disse que a expansão do Senai também criará empregos para professores, instrutores e corpo técnico. Com o incentivo, a previsão é de aumento de até 50% no número de docentes da instituição.

Fonte: Site Todos pela Educação